A
proposta para essa atividade é um debate. Sugerimos que complementem
os estudos com novas referências. Para isso, realizem uma pesquisa
de matérias da mídia impressa, televisiva e/ou manifestações na
Internet acerca da
cultura
jovem.
Resposta: “A
Cultura Jovem hoje em dia é extremamente rápida. Um dia o assunto
principal é um garoto com uma voz de mulher, que tem músicas tão
profundas quanto uma folha de papel; Outrora é uma banda formada por
cinco pseudo-artistas, que tem uma voz com qualidade claramente
à nível de auto-tune. Se ela fosse rápida, porém com qualidade,
eu estaria extremamente feliz. O grande problema é que há cada vez
mais uma capitalização do cenário musical, onde grandes gravadoras
como a Geffen, a Sony BMG, e a Universal, pegam um quarteto, dão um
nome claramente comercial à banda, fazem um som pop com apelo
comercial, e BOOM! De um dia para o outro nasce um "grande"
artista.
Para
quem pensa que a ideia de “juventude” sempre existiu, vale
lembrar que ela se desenvolveu somente a partir do século XIX,
particularmente com a literatura de poetas como o francês Arthur
Rimbaud (1854-1891). No século XX, essa ideia ganha impulso e
torna-se possível configurar e delimitar o aparecimento do que
convencionamos chamar de “cultura jovem”. Se, na década de 1960,
essa cultura apresentava traços rebeldes e contestadores, mantendo
relações estreitas com o movimento da contracultura, hoje ela
parece ter perdido o potencial emancipatório e se acomodado às
novas exigências do capitalismo e das novas tecnologias, já que ela
busca no consumo os traços que definem sua identidade.” “A
Cultura Jovem hoje em dia é extremamente rápida. Um dia o assunto
principal é um garoto com uma voz de mulher, que tem músicas tão
profundas quanto uma folha de papel; Outrora é uma banda formada por
cinco pseudo-artistas, que tem uma voz com qualidade claramente
à nível de auto-tune. Se ela fosse rápida, porém com qualidade,
eu estaria extremamente feliz. O grande problema é que há cada vez
mais uma capitalização do cenário musical, onde grandes gravadoras
como a Geffen, a Sony BMG, e a Universal, pegam um quarteto, dão um
nome claramente comercial à banda, fazem um som pop com apelo
comercial, e BOOM! De um dia para o outro nasce um "grande"
artista.
Para
quem pensa que a ideia de “juventude” sempre existiu, vale
lembrar que ela se desenvolveu somente a partir do século XIX,
particularmente com a literatura de poetas como o francês Arthur
Rimbaud (1854-1891). No século XX, essa ideia ganha impulso e
torna-se possível configurar e delimitar o aparecimento do que
convencionamos chamar de “cultura jovem”. Se, na década de 1960,
essa cultura apresentava traços rebeldes e contestadores, mantendo
relações estreitas com o movimento da contracultura, hoje ela
parece ter perdido o potencial emancipatório e se acomodado às
novas exigências do capitalismo e das novas tecnologias, já que ela
busca no consumo os traços que definem sua identidade.”
Nas
experiências e diálogos com outros educadores e pais, quais
comentários são comuns acerca da cultura
jovem,
permeada
por tecnologias?
Resposta:
Tenho observado que as charges apresentam com humor satírico, típico
dessa linguagem, um estereótipo de jovem “viciado” no uso das
tecnologias e “anormal” em seu comportamento social. Certamente,
é importante cultivar a criticidade e alertar para comportamentos
extremos dessa cultura altamente tecnicista.
Vocês também percebem
preconceitos e estereótipos depreciativos?
Resposta: Percebo, sim.
Sujeitos que apresentam maior domínio tecnológico são facilmente
rotulados de “nerds”, “geeks”, “hackers”, entre outros
adjetivos. Em uma análise descuidada, poderíamos considerar tais
apelidos como uma forma natural (até mesmo carinhosa) de enfatizar
suas habilidades técnicas. Em contraste, quais virtudes das novas
gerações também aparecem nos diálogos?Resposta:Em certa medida,
no que se refere aos preconceitos vinculados à inteligência,
podemos encontrar traços comuns entre o perfil nerd e o de
estudantes interessados pelos estudos, e que na escola também sofrem
com rótulos de bajuladores dos professores (“puxa-sacos”).
Entretanto, os nerds se orgulham de sua postura ativa, investigativa
autônoma e costumam rejeitar o contexto de passividade da escola
convencional. As virtudes das novas gerações é que esses jovens
podem se relacionar melhor pelas redes sociais e se comunicarem mais
com as pessoas.