O
filme conta a história do projeto Buraco no Muro (Hole in the wall),
criado em 1999 por Sugata Mitra, professor da Universidade de
Newcastle, no Reino Unido.
Chefe
de pesquisa e desenvolvimento do NIIT, um celebrado instituto de
tecnologia da Índia, Mitra resolveu abrir um buraco no muro do
prédio, vizinho de uma das maiores favelas de Nova Delhi, e
instalar, voltado para o exterior, um computador com acesso à
internet. O video realmente é emocionante e mostra que criança,
assim como na India, elas tem uma grande facilidade em lidar com a
tecnologia. Vale a pena conferir o que aconteceu:
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Atividade 4.3 - Leitura, reflexão e discussão sobre mídia-educação.
Antes da criança chegar à escola, já passou por processos de educação
importantes: pelo familiar e pela mídia eletrônica. No ambiente familiar,
mais ou menos rico cultural e emocionalmente, a criança vai desenvolvendo as
suas conexões cerebrais, os seus roteiros mentais, emocionais e suas linguagens.
Os pais, principalmente a mãe, facilitam ou complicam, com suas atitudes e
formas de comunicação mais ou menos maduras, o processo de aprender a aprender
dos seus filhos.
A educação escolar precisa compreender e incorporar mais as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações. É importante educar para usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias, que facilitem a evolução dos indivíduos. O poder público pode propiciar o acesso de todos os alunos às tecnologias de comunicação como uma forma paliativa, mas necessária de oferecer melhores oportunidades aos pobres, e também para contrabalançar o poder dos grupos empresariais e neutralizar tentativas ou projetos autoritários.
A criança também é educada pela
mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a conhecer -
os outros, o mundo, a si mesmo - a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo,
ouvindo, "tocando" as pessoas na tela, que lhe mostram como viver, ser feliz e
infeliz, amar e odiar. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa - ninguém
obriga - é feita através da sedução, da emoção, da exploração sensorial, da
narrativa - aprendemos vendo as estórias dos outros e as estórias que os outros
nos contam.
Mesmo durante o período escolar a mídia
mostra o mundo de outra forma - mais fácil, agradável, compacta - sem precisar
fazer esforço. Ela fala do cotidiano, dos sentimentos, das novidades. A mídia
continua educando como contraponto à educação convencional, educa enquanto
estamos entretidos.A educação escolar precisa compreender e incorporar mais as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações. É importante educar para usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias, que facilitem a evolução dos indivíduos. O poder público pode propiciar o acesso de todos os alunos às tecnologias de comunicação como uma forma paliativa, mas necessária de oferecer melhores oportunidades aos pobres, e também para contrabalançar o poder dos grupos empresariais e neutralizar tentativas ou projetos autoritários.
Assinar:
Comentários (Atom)