quarta-feira, 28 de maio de 2014


A proposta para essa atividade é um debate. Sugerimos que complementem os estudos com novas referências. Para isso, realizem uma pesquisa de matérias da mídia impressa, televisiva e/ou manifestações na Internet acerca da cultura jovem
Resposta: A Cultura Jovem hoje em dia é extremamente rápida. Um dia o assunto principal é um garoto com uma voz de mulher, que tem músicas tão profundas quanto uma folha de papel; Outrora é uma banda formada por cinco pseudo-artistas,  que tem uma voz com qualidade claramente à nível de auto-tune. Se ela fosse rápida, porém com qualidade, eu estaria extremamente feliz. O grande problema é que há cada vez mais uma capitalização do cenário musical, onde grandes gravadoras como a Geffen, a Sony BMG, e a Universal, pegam um quarteto, dão um nome claramente comercial à banda, fazem um som pop com apelo comercial, e BOOM! De um dia para o outro nasce um "grande" artista. Para quem pensa que a ideia de “juventude” sempre existiu, vale lembrar que ela se desenvolveu somente a partir do século XIX, particularmente com a literatura de poetas como o francês Arthur Rimbaud (1854-1891). No século XX, essa ideia ganha impulso e torna-se possível configurar e delimitar o aparecimento do que convencionamos chamar de “cultura jovem”. Se, na década de 1960, essa cultura apresentava traços rebeldes e contestadores, mantendo relações estreitas com o movimento da contracultura, hoje ela parece ter perdido o potencial emancipatório e se acomodado às novas exigências do capitalismo e das novas tecnologias, já que ela busca no consumo os traços que definem sua identidade.” A Cultura Jovem hoje em dia é extremamente rápida. Um dia o assunto principal é um garoto com uma voz de mulher, que tem músicas tão profundas quanto uma folha de papel; Outrora é uma banda formada por cinco pseudo-artistas,  que tem uma voz com qualidade claramente à nível de auto-tune. Se ela fosse rápida, porém com qualidade, eu estaria extremamente feliz. O grande problema é que há cada vez mais uma capitalização do cenário musical, onde grandes gravadoras como a Geffen, a Sony BMG, e a Universal, pegam um quarteto, dão um nome claramente comercial à banda, fazem um som pop com apelo comercial, e BOOM! De um dia para o outro nasce um "grande" artista. Para quem pensa que a ideia de “juventude” sempre existiu, vale lembrar que ela se desenvolveu somente a partir do século XIX, particularmente com a literatura de poetas como o francês Arthur Rimbaud (1854-1891). No século XX, essa ideia ganha impulso e torna-se possível configurar e delimitar o aparecimento do que convencionamos chamar de “cultura jovem”. Se, na década de 1960, essa cultura apresentava traços rebeldes e contestadores, mantendo relações estreitas com o movimento da contracultura, hoje ela parece ter perdido o potencial emancipatório e se acomodado às novas exigências do capitalismo e das novas tecnologias, já que ela busca no consumo os traços que definem sua identidade.”  
Nas experiências e diálogos com outros educadores e pais, quais comentários são comuns acerca da cultura jovem, permeada por tecnologias?  
Resposta: Tenho observado que as charges apresentam com humor satírico, típico dessa linguagem, um estereótipo de jovem “viciado” no uso das tecnologias e “anormal” em seu comportamento social. Certamente, é importante cultivar a criticidade e alertar para comportamentos extremos dessa cultura altamente tecnicista. 
Vocês também percebem preconceitos e estereótipos depreciativos? 
Resposta: Percebo, sim. Sujeitos que apresentam maior domínio tecnológico são facilmente rotulados de “nerds”, “geeks”, “hackers”, entre outros adjetivos. Em uma análise descuidada, poderíamos considerar tais apelidos como uma forma natural (até mesmo carinhosa) de enfatizar suas habilidades técnicas. Em contraste, quais virtudes das novas gerações também aparecem nos diálogos?Resposta:Em certa medida, no que se refere aos preconceitos vinculados à inteligência, podemos encontrar traços comuns entre o perfil nerd e o de estudantes interessados pelos estudos, e que na escola também sofrem com rótulos de bajuladores dos professores (“puxa-sacos”). Entretanto, os nerds se orgulham de sua postura ativa, investigativa autônoma e costumam rejeitar o contexto de passividade da escola convencional. As virtudes das novas gerações é que esses jovens podem se relacionar melhor pelas redes sociais e se comunicarem mais com as pessoas.